


FOTO: Lauro Cabral de Oliveira, Juazeiro, Ceará, março de 1926.
FOTO: Eronildes Carvalho, Fazenda Jaramataia, Sergipe, 27 de novembro de 1929.
FOTO: Benjamin Abrahão, 1936.
FOTO: Benjamin Abrahão, 1936.
FOTO: Benjamin Abrahão, 1936.Trata-se de um projeto de extensão em que a produção cinematográfica que tematiza o Nordeste será exibida e discutida com a comunidade. Instalando-se no campus Arapiraca da UFAL, este cineclube cumpriria dois papéis fundamentais: trazer para a cidade exibição e discussão periódica de cinema e aproximar a comunidade local da universidade, uma vez que se imagina este espaço como um prolongamento da própria idéia de universidade. Para tal, a proposta pretende criar um cineclube itinerante que abranja não apenas o campus universitário, mas que leve as exibições para dentro do espaço urbano. Além disto, o projeto articulará a exibição de audiovisuais com a discussão sobre temáticas pertinentes à realidade do campus. Num primeiro momento o cineclube trabalharia especificamente com cinema nordestino e, uma vez implantado e sedimentado abrangeria a discussão da produção cinematográfica brasileira como um todo.
Trabalhando na interface entre as Ciências Sociais e a Arte teria como foco a discussão e difusão cultural, buscando integrar a interiorização do campus a um programa cultural nas áreas atingidas pela implantação da Universidade. Mais do que a compreensão de que o cineclube estaria “levando cultura” para estas populações, compreende-se que é a troca de experiências sobre a temática, fomentada pela abordagem cinematográfica, que seria o grande mote para este movimento cultural. As possíveis ramificações do projeto poderiam caminhar inclusive para a produção audiovisual em caráter experimental.
O projeto visa lançar um olhar sobre as identidades e territorializações do Nordeste brasileiro, tomando por viés uma de suas principais “invenções imagéticas”: o cangaço. Seguindo uma linha que entende os relatos e reminiscências discursivas como constituidoras da identidade, o projeto caminharia para a busca das tecituras presentes nos discursos-cangaço, tomando para tal o diálogo com comunidades das localidades que constituiriam uma “rota do cangaço”